Muitas pessoas já cruzaram a minha vida. Algumas permanecem até hoje, outras passaram como um vento e você…você se foi, mas não passa nunca. Nosso amor nunca foi fácil, desses que você vê andando de mãos dadas pelas ruas. Sempre escondido, abafado, ignorado, proibido, ilícito e mais forte que tudo e todos. No pouco tempo que durou via amizade, se fez eterno. Não adianta, te amo sem ponto. Como te disse você é meu contraponto e ponto final. Você é mais parte de mim do que pessoas que eu conheço há tantos anos e vejo quase todo dia. Hoje você tem sua vida, eu também tenho a minha e não é justo dizer que não somos felizes. O tempo passa, as coisas mudam de lugar, mas nossa breve história continua ali, latente..única.. fazendo sorrir de vez em quase sempre. O pior já passou, já te perdoei, já me perdoei.. não consigo guardar raiva/rancor. Restou apenas, uma tristeza e uma certa revolta que por vezes me escapa sim, mas pelas loucuras memoráveis que deixamos de viver por tanto pensar.. tanto racionalizar.. tanto brigar.. tanto não perdoar.. tanto não reconciliar.. tanto machucar.. tanta mágoa guardar.. deixando de lado o tanto por lembrar.. o tanto por viver.. o tanto por amar.. o tanto por conhecer.. o tanto que deixamos de vir a ser, gritando no íntimo mas escapando pelo olhar… As lágrimas já não se jogam, mas às vezes ainda me escapa uma ou outra. Amar não dá sentido as coisas, apenas esclarece que as coisas não tem sentido. E acredite, é com você que me encontro, consigo me sentir e me dar vazão plenamente, por incrível que pareça e apesar dos nossos apesares lá atrás. Tua presença ausente, tua ausência presente, uma saudade boa, mas que dói. A gente se foi, mas de alguma forma, em algum canto do peito, ainda somos nós. Talvez nunca deixemos de ser.. de sentir saudade.. de querer amar.. Eu olho para você com um misto de saudade e arrependimento. Dá aquela dorzinha no coração, porque a gente nunca se permitiu ser.. viver.. :/
O tempo passou e muita coisa nos levou, nos mudou, nos melhorou, nos ensinou com o passado, permitindo talvez, uma história bem diferente de presente. De tudo, ele nos deixou apenas uma. Por sinal, nossa cura. Mas, que jeito?